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Calculadora de Salário Líquido 2026

Veja o demonstrativo completo, do salário bruto ao líquido, como um holerite simplificado.

Entenda o salário líquido

O que é

O salário líquido é o valor que efetivamente cai na conta do trabalhador todo mês, depois de todos os descontos obrigatórios e opcionais aplicados sobre o salário bruto (o valor combinado no contrato de trabalho). É esse número — e não o salário bruto — que define o quanto a pessoa realmente tem disponível para seu orçamento mensal.

Como funciona na prática

A conta começa no salário bruto e vai subtraindo, em ordem: o INSS (contribuição previdenciária obrigatória), o Imposto de Renda Retido na Fonte (quando devido), e descontos opcionais que variam de empresa para empresa, como vale-transporte (limitado a 6% do salário, por lei), plano de saúde, adiantamentos salariais já recebidos no mês e descontos por faltas não justificadas. O resultado final é o "holerite" resumido: bruto menos cada desconto, igual ao líquido.

Exemplo prático

Um trabalhador com salário bruto de R$ 5.000,00, um dependente, vale-transporte de 6% e plano de saúde de R$ 200,00 tem os seguintes descontos: R$ 501,51 de INSS, R$ 0,00 de IR (zerado pelo redutor da Lei 15.270/2025), R$ 300,00 de vale-transporte e R$ 200,00 de plano de saúde — chegando a um salário líquido de R$ 3.998,49, cerca de 80% do valor bruto contratado.

Perguntas frequentes

Todo desconto no holerite é obrigatório?

Não. INSS e IRRF são obrigatórios por lei. Já vale-transporte, plano de saúde, seguro de vida e outros descontos dependem de adesão voluntária do funcionário ou de política da empresa.

Por que o salário líquido varia mês a mês mesmo com salário fixo?

Geralmente por causa de descontos variáveis, como faltas, adiantamentos, horas extras, ou porque o Imposto de Renda pode mudar de faixa quando há décimo terceiro, férias ou comissões pagas no mesmo mês.

O vale-transporte pode ultrapassar 6% do salário?

Não. Por lei, o desconto do vale-transporte é limitado a 6% do salário-base do trabalhador, mesmo que o custo real do transporte seja maior — o excedente é custeado pelo empregador.