Entenda o rendimento do CDI
O que é
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa de referência usada pelos bancos para emprestar dinheiro entre si no curtíssimo prazo. Como fica muito próxima da Selic (a taxa básica de juros da economia), o CDI se tornou o principal benchmark para investimentos de renda fixa no Brasil — CDBs, LCIs, LCAs e fundos costumam ser vendidos como "um percentual do CDI" (por exemplo, "110% do CDI").
Como funciona na prática
Quanto maior o percentual do CDI contratado, maior o rendimento bruto do investimento. Mas o rendimento líquido depende também do Imposto de Renda, que no Brasil segue uma tabela regressiva: quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor a alíquota — de 22,5% para resgates em até 180 dias até 15% para prazos acima de 720 dias. Por isso, investimentos de curto prazo em renda fixa costumam ter rentabilidade líquida menor que a bruta sugere.
Exemplo prático
Aplicando R$ 10.000,00 a 100% do CDI (considerando um CDI de 14,15% ao ano) por 360 dias, o rendimento bruto fica em torno de R$ 1.394,32. Como o prazo está entre 181 e 360 dias, o IR aplicado é de 20%, ou seja, R$ 278,86 retidos — restando um rendimento líquido de aproximadamente R$ 1.115,46, o equivalente a uma rentabilidade líquida de cerca de 11,3% ao ano.
Perguntas frequentes
100% do CDI é uma boa rentabilidade?
É considerada uma rentabilidade razoável para renda fixa de baixo risco, mas existem CDBs que pagam mais de 100% do CDI, especialmente em bancos menores ou prazos mais longos — vale sempre comparar.
O rendimento do CDI tem risco?
Investimentos atrelados ao CDI, como CDBs, costumam ter baixo risco quando cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até o limite de R$ 250 mil por CPF e instituição, mas não são 100% livres de risco.
Existe alguma taxa além do Imposto de Renda?
Alguns produtos cobram taxa de administração ou de custódia, mas a maioria dos CDBs não tem taxas adicionais além do IR regressivo — vale sempre conferir as condições antes de investir.