Calculadoras Financeiras e Trabalhistas

Ferramentas gratuitas para o dia a dia do trabalhador e investidor brasileiro.

Calculadora de INSS

Cálculo progressivo por faixa sobre o salário bruto do empregado CLT.

Entenda o desconto do INSS

O que é

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é a contribuição previdenciária obrigatória descontada do salário de todo trabalhador com carteira assinada (CLT). Esse dinheiro custeia benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte, e aparece todo mês no holerite, logo abaixo do salário bruto.

Como funciona na prática

Diferente do que muita gente pensa, o INSS não é uma alíquota única aplicada sobre o salário inteiro. O cálculo é progressivo por faixas: cada fatia do salário é taxada com uma alíquota diferente, da mesma forma que funciona o Imposto de Renda. Por isso, duas pessoas com salários próximos podem ter alíquotas efetivas (o percentual real descontado sobre o total) bem diferentes. Quem ganha acima do teto do INSS (R$ 8.475,55 em 2026) paga sempre o valor fixo máximo de R$ 988,09, independentemente de quanto ganhe acima disso.

Exemplo prático

Um funcionário com salário bruto de R$ 5.000,00 paga 7,5% sobre os primeiros R$ 1.621,00, 9% sobre a fatia entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84, 12% sobre a fatia seguinte até R$ 4.354,27, e 14% sobre o restante até R$ 5.000,00. Somando as quatro faixas, o desconto total fica em R$ 501,51 — uma alíquota efetiva de aproximadamente 10%, bem menor que os 14% da última faixa aplicada.

Calculadora de FGTS

Depósito mensal do empregador e multa rescisória.

Entenda o FGTS

O que é

O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) é um fundo formado por depósitos mensais que o empregador faz em nome do trabalhador CLT, numa conta vinculada na Caixa Econômica Federal. Diferente do INSS, o FGTS não é descontado do salário do funcionário — é um custo extra pago pela empresa.

Como funciona na prática

Todo mês, o empregador deposita o equivalente a 8% do salário bruto do funcionário nessa conta. O saldo acumulado pode ser sacado em situações específicas, como demissão sem justa causa, compra da casa própria, aposentadoria ou doenças graves. Quando o trabalhador é demitido sem justa causa, além de poder sacar o saldo total, ele tem direito a uma multa rescisória de 40% sobre tudo o que foi depositado. Em caso de acordo entre patrão e empregado (demissão consensual, prevista no art. 484-A da CLT), a multa cai para 20%, e o trabalhador pode sacar 80% do saldo. Já quem pede demissão por conta própria não tem direito a sacar o FGTS nem recebe multa.

Exemplo prático

Um empregado com salário de R$ 3.000,00 trabalhando durante 12 meses acumula R$ 240,00 de depósito mensal (8% de R$ 3.000,00), totalizando R$ 2.880,00 de saldo. Se for demitido sem justa causa, a empresa ainda paga uma multa de 40% sobre esse saldo, ou seja, mais R$ 1.152,00 — um total de R$ 4.032,00 relacionado ao FGTS nessa rescisão.

Imposto de Renda (IRRF mensal)

Tabela vigente desde janeiro/2026, com o redutor da Lei 15.270/2025.

Entenda o Imposto de Renda na folha

O que é

O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) é o imposto federal descontado diretamente do salário todo mês, antes mesmo do trabalhador declarar o Imposto de Renda anual. Ele incide sobre a renda do trabalho e financia serviços públicos federais.

Como funciona na prática

Assim como o INSS, o IR usa uma tabela progressiva: quanto maior o salário, maior a alíquota aplicada sobre a fatia que ultrapassa cada faixa. Antes de aplicar a tabela, desconta-se da base de cálculo o valor já pago de INSS e, opcionalmente, R$ 189,59 por dependente — ou, alternativamente, um desconto simplificado fixo de R$ 607,20 (vale o que for maior para o trabalhador). Desde 2026, existe ainda o "redutor" criado pela Lei 15.270/2025, que zera ou reduz o imposto para quem ganha até R$ 7.350,00 por mês, ampliando na prática a faixa de isenção efetiva para até R$ 5.000,00.

Exemplo prático

Um salário de R$ 5.000,00 sem dependentes tem, primeiro, o desconto de INSS (R$ 501,51). A base de cálculo do IR fica em R$ 4.308,90. Aplicando a tabela, o imposto bruto seria de R$ 294,01 — mas como o rendimento total (R$ 5.000,00) está dentro do limite de isenção da Lei 15.270/2025, o redutor zera integralmente esse valor, e o trabalhador não paga IR nesse mês.

Juros Compostos

Simule a evolução de um investimento com ou sem aportes mensais.

Entenda os juros compostos

O que é

Juros compostos são os "juros sobre juros" — o rendimento de um período passa a fazer parte do capital investido no período seguinte, gerando um crescimento acelerado (exponencial) ao longo do tempo. É o regime usado na imensa maioria dos investimentos e financiamentos no Brasil, diferente dos juros simples, em que o rendimento é sempre calculado sobre o valor inicial.

Como funciona na prática

Quanto mais tempo o dinheiro fica investido, maior o efeito dos juros compostos, porque cada novo período rende sobre um saldo maior que o anterior. Aportes mensais regulares potencializam ainda mais esse efeito, pois somam disciplina financeira ao poder do tempo. Por isso investidores costumam dizer que "tempo no mercado" importa mais do que tentar acertar o momento certo de investir.

Exemplo prático

Um investimento de R$ 1.000,00 a 1% ao mês, sem nenhum aporte adicional, chega a aproximadamente R$ 1.126,83 depois de 12 meses. Se o investidor também aportar R$ 100,00 todo mês, o montante final sobe para cerca de R$ 2.395,08 ao final de um ano — mais que o dobro, mesmo com uma taxa de juros modesta, simplesmente por causa da constância dos aportes somada ao efeito composto.

Rendimento CDI (CDB / Renda Fixa)

Busca automática do CDI atual no Banco Central.

Buscando taxa CDI atual…

Entenda o rendimento do CDI

O que é

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa de referência usada pelos bancos para emprestar dinheiro entre si no curtíssimo prazo. Como fica muito próxima da Selic (a taxa básica de juros da economia), o CDI se tornou o principal benchmark para investimentos de renda fixa no Brasil — CDBs, LCIs, LCAs e fundos costumam ser vendidos como "um percentual do CDI" (por exemplo, "110% do CDI").

Como funciona na prática

Quanto maior o percentual do CDI contratado, maior o rendimento bruto do investimento. Mas o rendimento líquido depende também do Imposto de Renda, que no Brasil segue uma tabela regressiva: quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor a alíquota — de 22,5% para resgates em até 180 dias até 15% para prazos acima de 720 dias. Por isso, investimentos de curto prazo em renda fixa costumam ter rentabilidade líquida menor que a bruta sugere.

Exemplo prático

Aplicando R$ 10.000,00 a 100% do CDI (considerando um CDI de 14,15% ao ano) por 360 dias, o rendimento bruto fica em torno de R$ 1.394,32. Como o prazo está entre 181 e 360 dias, o IR aplicado é de 20%, ou seja, R$ 278,86 retidos — restando um rendimento líquido de aproximadamente R$ 1.115,46, o equivalente a uma rentabilidade líquida de cerca de 11,3% ao ano.

Calculadora de IPVA

Busque o valor do veículo pela FIPE ou informe manualmente.

Entenda o IPVA

O que é

O IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) é um tributo estadual cobrado anualmente de quem possui carro, moto ou outro veículo automotor. Cada estado brasileiro define sua própria alíquota e suas próprias regras de parcelamento, desconto para pagamento à vista e isenções (como para taxistas ou pessoas com deficiência).

Como funciona na prática

O valor do IPVA é calculado multiplicando o valor venal do veículo (uma estimativa de mercado, geralmente baseada na Tabela FIPE) pela alíquota definida pelo estado onde o veículo está emplacado. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais cobram 4% para carros de passeio, enquanto outros, como o Amazonas, cobram apenas 1,5%. Essa diferença faz o mesmo carro pagar valores de IPVA bem distintos dependendo de onde é emplacado.

Exemplo prático

Um Toyota Corolla Cross avaliado pela FIPE em R$ 142.236,00, emplacado em São Paulo (alíquota de 4%), gera um IPVA de R$ 5.689,44. Se o mesmo carro estivesse emplacado no Amazonas (alíquota de 1,5%), o imposto cairia para cerca de R$ 2.133,54 — uma diferença considerável só pelo estado de emplacamento.

Financiamento (Price x SAC)

Compare os dois sistemas de amortização lado a lado.

Entenda a Tabela Price e o SAC

O que é

Financiar um bem (como um imóvel ou veículo) significa parcelar o valor devido a uma instituição financeira, que cobra juros sobre o saldo devedor. No Brasil, os dois sistemas de amortização mais usados são a Tabela Price (parcelas fixas) e o SAC — Sistema de Amortização Constante (parcelas decrescentes).

Como funciona na prática

Na Tabela Price, todas as parcelas têm o mesmo valor do início ao fim do contrato, mas a composição muda: no começo, a maior parte da parcela é juros; com o tempo, a fatia de amortização (redução da dívida) cresce. No SAC, a amortização é sempre a mesma em valor absoluto, então a parcela começa mais alta e vai diminuindo mês a mês, porque os juros incidem sobre um saldo devedor cada vez menor. Na prática, o SAC costuma gerar menos juros pagos no total, mas exige uma parcela inicial maior — o que pode pesar no orçamento logo no primeiro mês.

Exemplo prático

Um financiamento de R$ 100.000,00 em 24 parcelas a 1% ao mês tem, na Tabela Price, parcela fixa de R$ 4.707,35 durante todo o contrato. No SAC, a primeira parcela é de R$ 5.166,67 (mais alta), mas vai caindo a cada mês, resultando em um total pago menor ao final do financiamento.

Calculadora de Consórcio

Estimativa de parcela e custo total, sem juros, com taxa de administração.

Entenda o consórcio

O que é

Consórcio é uma modalidade de compra em grupo, organizada por uma administradora, na qual um conjunto de pessoas contribui mensalmente para formar um fundo comum que é usado, por sorteio ou lance, para contemplar um participante por vez com uma carta de crédito. Diferente do financiamento, não há cobrança de juros — mas existe uma taxa de administração, que remunera a empresa que organiza o grupo.

Como funciona na prática

O valor da parcela mensal é calculado dividindo o valor total da carta de crédito (acrescido da taxa de administração e, quando existir, do fundo de reserva) pelo número de meses do plano. Quem quer antecipar a contemplação pode ofertar um "lance" — um valor adiantado que reduz o saldo devedor e, consequentemente, as parcelas restantes. Como não há juros compostos, o consórcio costuma ser mais barato no longo prazo que um financiamento, mas tem a desvantagem de não garantir quando o participante será contemplado, a não ser que dê um lance alto o suficiente.

Exemplo prático

Uma carta de crédito de R$ 50.000,00, em um plano de 60 meses com taxa de administração total de 18% e fundo de reserva de 2%, tem custo total de R$ 60.000,00. Dividido pelos 60 meses, a parcela mensal estimada fica em R$ 1.000,00 — sem qualquer incidência de juros sobre esse valor, diferentemente do que aconteceria em um financiamento equivalente.

Salário Líquido

Demonstrativo completo: bruto até líquido, como um holerite simplificado.

Entenda o salário líquido

O que é

O salário líquido é o valor que efetivamente cai na conta do trabalhador todo mês, depois de todos os descontos obrigatórios e opcionais aplicados sobre o salário bruto (o valor combinado no contrato de trabalho). É esse número — e não o salário bruto — que define o quanto a pessoa realmente tem disponível para seu orçamento mensal.

Como funciona na prática

A conta começa no salário bruto e vai subtraindo, em ordem: o INSS (contribuição previdenciária obrigatória), o Imposto de Renda Retido na Fonte (quando devido), e descontos opcionais que variam de empresa para empresa, como vale-transporte (limitado a 6% do salário, por lei), plano de saúde, adiantamentos salariais já recebidos no mês e descontos por faltas não justificadas. O resultado final é o "holerite" resumido: bruto menos cada desconto, igual ao líquido.

Exemplo prático

Um trabalhador com salário bruto de R$ 5.000,00, um dependente, vale-transporte de 6% e plano de saúde de R$ 200,00 tem os seguintes descontos: R$ 501,51 de INSS, R$ 0,00 de IR (zerado pelo redutor da Lei 15.270/2025), R$ 300,00 de vale-transporte e R$ 200,00 de plano de saúde — chegando a um salário líquido de R$ 3.998,49, cerca de 80% do valor bruto contratado.

Décimo Terceiro Salário

1ª parcela (sem descontos) e 2ª parcela (com INSS e IR sobre o total).

Entenda o 13º salário

O que é

O décimo terceiro salário é um benefício obrigatório para todo trabalhador CLT, equivalente a um salário extra pago uma vez por ano, proporcional ao tempo trabalhado. Ele existe desde 1962 e busca garantir uma renda adicional, tradicionalmente associada às despesas de fim de ano.

Como funciona na prática

O 13º é pago em duas parcelas. A primeira, de até 50% do valor bruto, deve ser paga entre fevereiro e novembro, sem nenhum desconto de INSS ou Imposto de Renda. A segunda parcela, paga até 20 de dezembro, corresponde ao restante do valor bruto, mas já com o desconto de INSS e IR calculados sobre o valor total do 13º (é uma tributação exclusiva e separada do salário mensal). Quem trabalhou o ano inteiro tem direito aos 12 avos completos; quem trabalhou menos tempo recebe proporcionalmente, considerando cada mês com 15 dias ou mais trabalhados como um avo completo.

Exemplo prático

Um trabalhador com salário bruto de R$ 5.000,00 e um dependente, que trabalhou os 12 meses do ano, tem direito a um 13º bruto de R$ 5.000,00. A primeira parcela (sem descontos) é de R$ 2.500,00. Sobre o valor total, aplica-se o INSS (R$ 501,51) e o IR (zerado pelo redutor da Lei 15.270/2025), resultando numa segunda parcela líquida de R$ 1.998,49 — um total líquido de R$ 4.498,49 recebido nas duas parcelas somadas.